quinta-feira, 28 de abril de 2011

Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC)




[CARACAS] Os ministros das Relações Exteriores de mais de 30 países da América Latina e o Caribe concluíram, em 26 de abril, uma reunião extraordinária para desenhar a Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC), organismo genuinamente regional, contraposto à desprestigiada Organização dos Estados Americanos (OEA).

O encontro teve lugar nesta capital, sob o patrocínio do presidente venezuelano, Hugo Chávez, quem instou os presentes a permanecerem firmes, sem que nada nem ninguém nos afaste do esforço para conseguir a total independência da região.

Ainda, declarou que este era o evento político "mais importante e transcendental de todos os que já ocorreram nesta América nossa, em cem anos e mais", segundo a Telesul.

Neste encontro, os ministros definiram as normas de procedimento da CELAC e a cláusula democrática do novo organismo. "O objetivo é construir um conjunto de propostas, uma doutrina latino-americana-caribenha que possa contribuir com ideias em um documento central aos chefes de Estado e de governo, que se reunirão em 5 e 6 de julho", explicou o chanceler anfitrião, Nicolás Maduro.

O ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, ressaltou no foro que "os antecedentes sólidos construídos na região permitem que hoje haja consenso essencial rumo à criação da CELAC.

"Esta plenária permite chegar praticamente à conclusão de que estão criadas as condições para que, em 5 e 6 de julho, coincidindo com o bicentenário da independência venezuelana, se produza o nascimento desta organização, genuinamente latino-americana e caribenha", acrescentou.

"Lembrou que quando o líder cubano Fidel Castro Ruz, soube dos pormenores que tinham sido acertados na reunião de Cancun, qualificou este processo como o fato institucional mais importante dos últimos cem anos em nosso hemisfério", disse.
Rodríguez reconheceu, ainda, a maneira em que a Venezuela e o Chile trabalharam, durante meses, para chegar aos resultados que foram atingidos com o encontro desta jornada, segundo a PL.

A seguir, discursaram outros chanceleres, entre eles a colombiana María Ángela Holguín, quem destacou que para seu país a CELAC é muito importante pois, finalmente, a América Latina conseguirá um nível de diálogo e cooperação regional.

De sua parte, o chanceler boliviano, David Choquehuanca, ressaltou que para seu governo é prioritária a construção da Comunidade, pois constitui um espaço de unidade e para debater problemas com a participação de todos.

Solidariedade Internacional em 4/28/2011 09:54:00 AM

Viva os 53 anos da Revolução Cubana.
Liberdade para os 5 heróis cubanos

(48) 3025 2991 / 9946 9441
Associação Cultural José Martí de SC.

Está chegando o dia do trabalho


PARABÉNS!!!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Produção de lixo cresce 6,8% no Brasil

Extraído de Agência Estadoter, 26 de abr de 2011 10:00 BRT

A produção de lixo está em crescimento no Brasil, mas tanto a correta destinação desses resíduos quanto os programas de coleta seletiva não avançam na mesma proporção. Em 2010, o País produziu 195 mil toneladas de resíduos sólidos por dia, um aumento de 6,8% em relação a 2009, quando foram geradas 182.728 toneladas.

Ao longo de 2010, o montante chegou a 60,8 milhões de toneladas de lixo. Dessas, 6,5 milhões de toneladas não foram coletadas e acabaram em rios, córregos e terrenos baldios. Do total de resíduos produzidos, 42,4%, ou 22,9 milhões de toneladas/ano, não receberam destinação adequada: foram para lixões ou aterros controlados (que não têm tratamento de gases e chorume).

Os programas de coleta seletiva também não avançaram na mesma medida: dos 5.565 municípios brasileiros, 3.205 possuem alguma iniciativa de coleta seletiva. Em 2009, eram 3.152 - uma alta de apenas 1,6%, aquém do crescimento da produção de resíduos.

Os dados fazem parte do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2010, levantamento anual realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), entidade que reúne as empresas de coleta e destinação de resíduos. O estudo será divulgado hoje, em São Paulo, e tem como base informações prestadas por prefeituras de 350 municípios.

Lixões

Embora 61% dos municípios brasileiros ainda destinem os resíduos de forma inadequada, os lixões têm data marcada para serem eliminados. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada em dezembro de 2010, prevê a extinção dos lixões até 2014. Para Silvano Silvério Costa, secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, o prazo para adequação dos municípios é factível. “O Brasil precisa trabalhar para cumprir a lei. Se depender do governo federal, a PNRS será feita no prazo estipulado”, diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Uma pancada nos neoliberais


O IBGE divulgou hoje um estudo que é uma verdadeira “martelada” no discurso de que as empresas estatais são, necessariamente, mais arcaicas e menos abertas à inovação que as empresas privadas.

Usando referenciais internacionais, a pesquisa concluiu que a taxa de inovação das empresas estatais federais chegou a 68,1% em 2008. Isso significa que, das 72 estatais investigadas, 49 implementaram produto e/ou processo novo ou substancialmente aprimorado entre 2006 e 2008.

Entre as empresas privadas incluídas no estudo, a taxa foi de 38,6%.

Nas empresas estatais, as atividades de pesquisa e desenvolvimento representaram mais de dois terços do investimento em inovação. Nas demais, apenas um terço.

Fonte: http://alhoeolho.blogspot.com/2011/04/uma-pancada-nos-neoliberais.html

domingo, 24 de abril de 2011

Quino (autor da Mafalda) e o mundo no século XXI

Para refletir...

Interessante e, ao mesmo tempo, desconcertante...

A que ponto chegamos! Vamos continuar?




Quino, Autor da “Mafalda”, desiludido com o rumo deste século no que respeita a valores e educação,

deixou impresso nos cartoons o seu sentimento.












Cuba: a antítese viva

* Por Tiago Barbosa Mafra


Talvez a característica mais louvável de um líder e também a mais escassa nos últimos tempos, seja a humildade de assumir erros ou de perceber que é hora de se retirar do cenário. Assim o fez no dia 19/04, o ex-Presidente e agora ex-Secretário Geral do Partido Comunista Cubano (PCC), Fidel Castro Ruz. Após cinco décadas a frente do órgão máximo da política do país, o Comandante retirou-se com muita emoção , deixando uma longa jornada de trabalho aos novos representantes eleitos no VI Congresso do Partido, incumbidos de colocar em prática os lineamientos, reformas votadas e aprovadas para a reestruturação do Estado e economia cubanos.

Ao afastar-se por completo das ações formais na direção política nacional, Fidel demonstra a todos a necessidade da constante renovação, a busca pelo aprimoramento e a atenção às necessidades da população. Em publicação recente, o líder máximo da Revolução Cubana escreveu que “a nova geração está sendo chamada a retificar e alterar sem hesitação tudo que deve ser retificado e alterado, e a continuar demonstrando que o socialismo é também a arte de fazer o impossível acontecer” (Jornal Granma).

Com cinqüenta e três anos de governo socialista, Cuba apresenta índices sociais invejáveis, como a taxa de alfabetização da população em 99,8% (ONU, 2007), expectativa de vida em torno de 79 anos (ONU, 2010), além do amplo sistema de saúde disponível gratuitamente a todos. Muitos hoje pensam que todas essas conquistas são resultado de anos de opressão e ditadura. As eleições mostram o contrário e as amplas discussões nos bairros, por meio dos CDR´s (Comitês de Defesa da Revolução), indicam uma democracia amplamente participativa, dinâmica e real, distinta do padrão da chamada “democracia ocidental”.

Ao contrário do ocorrido na URSS, em Cuba não há exaltação da figura de Fidel ou de Raul, mas sim mensagens em todos os cantos conclamando a defesa das conquistas do modelo socialista.

Em se tratando de Raul Castro, a fala no discurso de abertura do congresso foi objetiva: a juventude tem que assumir a dianteira da política nacional e mudar o que for necessário para preservar o socialismo, tendo em vista que esse é o último congresso em que a velha guarda estará presente.

A ilha caribenha caminha agora para a reestruturação econômica e renovação política, com a diminuição do papel do Estado em algumas áreas, fim da libreta, redução do funcionalismo público e período de mandato restrito de 5 anos para cargos governamentais, com uma possibilidade de reeleição.

Mesmo com o criminoso bloqueio econômico imposto pelos EUA, gerador de perdas em torno de U$ 750 bilhões, apesar de 19 resoluções da ONU pela sua suspensão, Cuba continua sendo o símbolo da antítese ao modelo sócio-econômico excludente e explorador do capitalismo.

O socialismo cubano não segue modelos estanques, está em constante construção. Sob a conduta requisitada por Raúl Castro no fechamento do congresso, expressa nas palavras ordem, disciplina e exigência, seu futuro será o que decidir sua própria população, num exercício pleno de democracia.

A saída de Fidel representa uma nova etapa dos 53 anos de Revolução. Demonstra a força da liderança, amparada no apoio popular, além da necessidade constante de enfrentar as adversidades e romper paradigmas. A contradição está, mais do que nunca, instalada. A renovação do socialismo cubano é não um modelo, mas uma inspiração, para a continuidade na busca por dias melhores.

Nas palavras do Comandante Fidel Castro, em 1976, referindo-se à Vitória na Playa Girón, contra mercenários financiados pelos estadunidenses, “A partir de Girón todos los pueblos de América fueron un poco más libres”.

Como havia previsto a mais de cinco décadas atrás, a história o absolveu.

* Tiago Barbosa Mafra é Professor de Geografia e História na Rede Pública Municipal de Poços de Caldas e no Pré Vestibular Comunitário Educafro. Compôs, em 2011,a XVIII Brigada Sul Americana de Solidariedade a Cuba.